Humor, idade e serotonina

Depressed elderly man sitting all alone , health problems

As variações de humor e de nosso nível de energia, externados em tristeza, desânimo, insônia, compulsão alimentar, ingestão excessiva de álcool, dor de cabeça, normalmente não nos parecem preocupantes a ponto de nos fazer procurar um médico ou um psicoterapeuta. Pensamos sempre no stress e nas tensões do dia a dia para justificar nosso humor. Muitas vezes, achamos que diz respeito a nossa maneira de ser ou que são reações normais às pressões do trabalho e de casa. (HART, 2010)

Porém, com o passar do tempo, começamos a perceber que as queixas podem estar relacionadas, a ansiedade e o humor deprimido parecem se ligar às alterações no apetite e no sono, a dor de cabeça parece originar-se no stress ou na mudança de horário de comer e dormir. Também, algumas vezes, verificamos que a época do ano, o clima ou o horário do dia provocam alterações repentinas no nosso nível de energia, no nosso estado de espírito, na nossa motivação. Você pode se sentir pior pela manhã, no final da tarde, em dias nublados, durante parte do inverno ou, no caso das mulheres, no período pré-menstrual. (HART, 2010)

Conforme a OMS – Organização Mundial de Saúde – saúde diz respeito a um “completo bem estar biopsicossocial”. Nossa mente – pensamentos, sentimentos, valores, crenças – é uma emergência de nosso cérebro, nossos pensamentos e sentimentos são plantas numa horta em que a terra fértil é uma base neuroquímica. Nosso humor é uma consequência. Serotonina, dopamina, noradrenalina, acetilcolina, entre outros neurotransmissores, formam a base do que pensamentos e sentimos.

 

A serotonina

 

ThinkstockPhotos-171582877A serotonina é produzida no cérebro, a partir de nutrientes contidos em certos alimentos. Flutuações nos níveis de serotonina podem produzir depressão, ansiedade, compulsão alimentar, insônia, dor de cabeça, falta de energia e muitos outros problemas cotidianos.

Vários medicamentos e drogas melhoram o humor, eles agem aumentando o nível de serotonina no cérebro. Mas, com exceções, podemos controlar nosso nível de serotonina através de mudanças em nossos hábitos alimentares e de estilo de vida, sem recorrermos ao uso de drogas. Através de pesquisas, ao longo de décadas, são conhecidas as ligações entre humor, sono, apetite e percepção da dor com a serotonina. Níveis anormais de serotonina estão relacionados a uma grande variedade de doenças e problemas do cotidiano. Muitas pessoas sentem-se mais felizes, mais saudáveis e produtivas graças aos medicamentos que atuam sobre os mecanismos serotoninérgicos e este é, por hábito, o tratamento preferido. Mas há os que não querem tomar remédios ou que não precisam fazê-lo. (HART, 2010)

A serotonina é metabolizada a partir do triptofano, um aminoácido encontrado em vários alimentos. Ela tem um papel importante na iniciação do movimento, e o movimento parece regular a serotonina. Podemos aprender a evitar nossas alterações de humor e de nosso nível de energia, comendo nos horários corretos e selecionando certos alimentos. Também podemos controlar ou evitar reações de stress, como ansiedade e compulsão alimentar, praticando relaxamento e exercícios de baixo impacto.

 

Convite

 

Logo 2O convite que deixo aqui é para, juntos e de forma agradável e divertida, modificarmos nossos hábitos na busca de um envelhecimento saudável, promovendo o nosso bem-estar e, por consequência, dos que nos cercam, e contribuindo na prevenção ou retardamento das doenças típicas do envelhecimento. Aumentando nosso nível de serotonina, melhorando nosso humor e vivendo uma vida mais feliz.

 

Décio Marcellino

55 anos, pesquisador em qualidade de vida, transtornos mentais, dependência de álcool e drogas, suicídio e adolescência; empreendedor; ultramaratonista; pós-graduando em Psicologia e Práticas Clínicas e em Avaliação Psicológica; graduado em Marketing e graduando em Psicologia.

 

Referência: HART, Carol A. Segredos da serotonina: o hormônio natural que inibe o desejo incontrolável de comer e ingerir álcool, alivia a dor e melhora o humor. São Paulo: Cultrix, 2010.

 

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